1983
Transferência para o Flamengo, vindo do Vitória.
Estréia no Flamengo contra o Tiradentes do Piauí, no dia 23/03, vencendo por 2 a 0, no Maracanã.
5 jogos pelo Flamengo/ 1 gol.
1984
47 jogos pelo Flamengo / 17 gols/ 3 cartões amarelos.
1985
46 jogos pelo Flamengo /26 gols/ 6 cartões amarelos.
1986
56 jogos pelo Flamengo /31 gols / 4 cartões amarelos/ 1 vermelho.
1987
49 jogos pelo Flamengo /15 gols/ 1 cartão amarelo.
1988
e
1989

56 jogos pelo Flamengo /34 gols/ 7 cartões amarelos.
24 jogos pelo Flamengo/19 gols/ 1 cartão amarelo.
Transferência para o Vasco. O presidente do Flamengo mandou uma comitiva na Granja Comary durante os treinos da seleção para a Copa América para demover Bebeto da idéia, mas o compromisso estava firmado com o Vasco.

1992
Transferência para o Deportivo La Coruña – Espanha. O Borussia da Alemanha estava muito interessado.
1994
Bebeto seria o quinto cobrador na final da Copa de 1994, quando Baggio errou.
1996
Despedida do Deportivo. Empate em 2 a 2 com o Barcelona, com dois gols seus (25 de maio). Foi substituído por Maikel aos 75’ de jogo.
Transferência de retorno para o Flamengo.
- 20 jogos/7 gols e nenhum cartão amarelo.
- 303 partidas pelo Flamengo, com um cartão vermelho.
Transferência para o Sevilha (ESP). Estréia perdendo para o Real Madrid por 3 a 1 e é substituído aos 29’ do segundo tempo.
1997
Transferência de volta para o Vitória Saiu do clube por não ter gostado da atitude de um treinador que prefere não declinar, que o retirou de um jogo decisivo contra o Bahia, no Barradão, ainda no intervalo.
1998 Transferência para o Botafogo, onde vestiu a camisa 10.
1999 Faz contrato de um ano com o Toros Neza, do México. Na estréia no dia 22 de agosto, perde para o Necaxa por 3 a 2.
2000 Quase se transferiu para o Sunderland, da Inglaterra.
Transferência de retorno para o Vitória (2a vez).
2001 Retorno ao Vasco para reviver a dupla com Romário. Faz um gol contra o Botafogo de Ribeirão Preto, em São Januário.
2002 Outra passagem pelo Vasco. Disputou alguns jogos e seguiu para a
Arábia Saudita.
2002 No Al-Ittihad, foi recebido como ídolo. Participou de alguns jogos,
mas teve problemas para receber os salários e decidiu voltar ao Brasil.

2003
Última experiência como jogador: Jogou amistoso pelo Flamengo de
Guarulhos, no Líbano. No final do ano, participou de evento organizado pelo
lateral Roberto Carlos, do Real Madri e da Seleção Brasileira, contra a
fome.
 
Primeiros passos no futebol e a chegada ao Rio
O Vasco na vida de Bebeto
A Espanha na vida do craque
Bebeto na Seleção
A volta ao Brasil e os últimos anos
 
Nome:
José Roberto Gama de Oliveira
Nascimento:
Salvador, BA, Brasil, 16/02/1964
Posição: Atacante
Altura: 1,77 m
Peso: 68 kg
Chuteira: 37
Estado civil:
Casado com Denise, 3 filhos, Roberto Nilton, Stephanie e Mattheus
Filiação:
Wilson Carvalho de Oliveira e Carmen Maria Gama de Oliveira
 
 
 


Infância, primeiros passos no futebol e a chegada ao Rio de Janeiro

Aquela família humilde de Salvador jamais poderia imaginar que o menino franzino e de dentes para fora poderia tornar-se num craque. José Roberto
era o filho mais novo da família de seu Wilson e de Dona Carmem e já nos primeiros passos batia na bola com a vontade de se tornar uma pessoa importante e capaz de dar à sua família o conforto que nunca tivera. O futebol era um caminho e depois de garimpar no Vitória por muito tempo, por insistência de seu irmão Nilton, acabou indo para o Rio de Janeiro. O poderoso Flamengo se encantou pelo jogo rápido e inteligente de Bebeto, que acabou sendo contratado por CR$ 65 milhões na época, uma quantia que valorizava um garoto que já havia sido campeão mundial junior, em 1983, com a Seleção Brasileira, sob o comando de Jair Pereira, no México. Na ocasião, o Palmeiras estava de olho no futebol daquele rapaz, oferecendo até mais do que o Flamengo oferecia. No entanto, pesou a vontade do pai de Bebeto, que queria que o filho jogasse na cidade maravilhosa, num time que já havia sido campeão do mundo, em 1981, e que já era tri nacional, em 80, 82 e 83.
A preocupação era a adaptação de Bebeto ao grande centro, aos costumes do Flamengo e a um grupo que tinha na sua base grandes estrelas. O ?baianinho?, com 19 anos, deisou a timidez de lado e se destacou nos treinos, sendo lançado aos poucos. O irmão Nilton, falecido em 1985, acabou sendo fundamental para isso, já que abandonara tudo em Salvador para acompanhar o progresso daquele que começava a brilhar numa das vitrines do futebol brasileiro.

Desde o início, Bebeto foi usado como sucessor de Zico, com a mídia dando destaque para esta possibilidade. No carioca de 1986, ele comandou o Flamengo já sem o Galinho em suas melhores condições. Em jogos contra o Vasco, começando pela final da Taça Rio, Bebeto foi destaque absoluto. Na decisão do segundo turno fez dois gols na vitória de 3 a 2 sobre os vascaínos comandados por Roberto e pelo iniciante Romário. Na final foram três jogos. Nos dois primeiros, empate em 0 a 0 e no último e decisivo, uma vitória por 2 a 0, com o primeiro do baiano. Era um dos muitos títulos que Bebeto conquistaria.

Já no ano seguinte, na recém criada Copa União, Bebeto se destacou na equipe novamente comandada por Zico, com os coadjuvantes de peso como Leandro, Renato Gaúcho e os novatos Leonardo e Zinho. Na semifinal, contra o Atlético Mineiro, num Maracanã lotado, 1 a 0, gol de Bebeto. No jogo de volta um dramático 3 a 2, em pleno Mineirão, com um gol de Bebeto. Veio a final e a estrela do craque brilhou. O atacante fez o gol do empate contra os gaúchos do Internacional, em Porto Alegre, e deu o título, no Maracanã, com um gol de raça, dividindo com Taffarel, numa bola enfiada por Andrade.

Nesta fase, aconteceu os primeiros contatos com a futura esposa Denise, que jogava vôlei no Flamengo e se encantava com aquele rapaz brilhante e
de boa formação. Até 1988, Bebeto viveu momentos de muita alegria e afirmação no Flamengo, sendo já um dos mais festejados jogadores do futebol brasileiro. Mas uma mudança iria alterar a vida de Bebeto.

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O Vasco na vida de Bebeto


Os presidentes de Flamengo e Vasco da Gama viraram as maiores notícias da imprensa brasileira. Gilberto Cardoso Filho e Antônio Soares Calçada discutiam pela mídia a possibilidade bombástica detonada no Rio de Janeiro de que o atacante brilhante do time rubro-negro, campeão brasileiro em 87 e comandante do novo Flamengo sem Zico, pudesse estar seguindo para seu inimigo mortal, o Vasco. Foi o que aconteceu. Bebeto e o Flamengo entraram em litígio e seu passe foi colocado à disposição de quem depositasse a quantia estipulada pela lei na Federação de Futebol do Rio de Janeiro.

Numa manobra espetacular, o Vasco compareceu com a quantia exigida e tirou Bebeto do Flamengo, usando parte do dinheiro que havia arrecadado alguns meses antes com as transferências de Romário e Geovani para a Europa. Bebeto então revelou que havia sido torcedor do Vasco em sua infância na Bahia e que, inclusive, o seu avô se chamava Vasco da Gama.

Bebeto afirmou na época que fora maltratado pelo Flamengo, que não queria renovar seu contrato. Foi um escândalo e Bebeto, profissional, optou por quem lhe valorizara e não pelo coração. E a resposta foi imediata: a conquista do Campeonato Brasileiro, título brilhantemente conquistado, em 1989, ao lado de nomes como Mazinho, Bismarck e o artilheiro Sorato, tendo inclusive sido escolhido como o melhor jogador da América do Sul. Em 1992, o campeão brasileiro foi o Flamengo, mas Bebeto foi o artilheiro da competição, com 18 gols.

No mesmo ano, Bebeto era convocado para a seleção que 40 anos depois tentava, em gramados brasileiros, a conquista da Copa América. Bebeto foi o artilheiro da competição e brilhou como sempre. O atacante fez o gol que considera mais bonito de sua carreira, contra a Argentina, num Maracanã lotado, na vitória por 2 a 0. A conquista confirmou o favoritismo da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da Itália. Mas não foi o que aconteceu.

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A Espanha na vida do craque


Após a perda da Copa de 90, Bebeto decidiu que era hora de fazer sua carreira internacional. Em 1992, veio a primeira transferência. O destino seria o Deportivo. Quem? La Coruña é uma cidade pequena da Galícia, região bastante visitada na Espanha. Bebeto, que por muitas vezes recusou ofertas de clubes da Bélgica e da Itália por achar que eles eram pequenos, transferiu-se para um lugar cuja equipe local não tinha nenhum título em seus 88 anos de história. No começo, ninguém entendeu o motivo, mas o tempo mostraria que ele estava certo.

Artilheiro, com 31 gols, o atacante chamava a atenção e preocupava os poderosos Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madri. Bebeto comandou o Deportivo na conquista da Copa da Espanha. A expectativa passou a ser a final do Campeonato Espanhol, contra o Barcelona. O Deportivo precisava vencer para conquistar o título. Desperdiçou um pênalti, que Bebeto não bateu, mesmo sendo o cobrador oficial da equipe. Uma fatalidade, destino ou vontade divina. Seja o que for, não era para o Deportivo ser campeão. O Barcelona teve méritos para conquistar o título. Assim como o Deportivo teria também. Com toda a justiça. Bebeto não perdeu a majestade por isso. Naquela cidade, ele era rei.

Em 1995, parte de toda a dedicação ao clube espanhol foi recompensada com a conquista da Copa do Rei. Ponto para Bebeto, que escreveu história no Deportivo e na cidade de La Coruña.

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Bebeto na Seleção

Assim como todo atleta, a Seleção Brasileira era o maior sonho de Bebeto. Depois de ser um dos destaques da conquista da Seleção de Juniores, em 1983, o jogador buscava mais uma chance, desta vez entre os profissionais. Após a Copa do México, sentiu a sensação da camisa amarela, com o técnico Evaristo de Macedo, Zico, Sócrates, entre outros craques. Em 1989, um ano para marcar sua carreira. A conquista da Copa América em cima do Uruguai, com show da dupla Bebeto e Romário. Haja coração. Quando tudo caminhava para o sonho da consagração, ocorreu uma grande decepção não só para o jogador mas para o País: A eliminação da Seleção Brasileira para a Argentina, nas oitavas-de-final.

De 1990 a 1994, a Seleção Brasileira viveu um período ruim, com maus resultados em amistosos e Copa América e uma difícil e penosa campanha nas Eliminatórias. Veio a Copa do Mundo dos Estados Unidos e tudo mudou. O gol contra os Estados Unidos foi um dos mais importantes da campanha do Brasil. Bebeto e companhia chegaram à final. Pura andrenalina. O empate no tempo normal e na prorrogação com morte súbita e decisão nos pênaltis. Brasil tetracampeão, um título para lavar a alma dos brasileiros.

Em 1996, desta vez na Seleção Olímpica, Bebeto não foi feliz. O Brasil foi desclassificado nas semifinais pela Nigéria. Na Copa do Mundo da França, a boa campanha só foi interrompida na final, quando a equipe brasileira ficou traumatizada com o estado de saúde de Ronaldinho. A França conquistou o título.

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A volta ao Brasil e os últimos anos

Durante sua passagem pelo Deportivo, Bebeto, eventualmente, declarava que sua volta ao Brasil só seria possível, se fosse para Vasco ou Flamengo, seus clubes de coração. O clube rubro-negro saiu na frente para repatriar o jogador. Em 1996, foi para a Gávea para jogar ao lado de Romário e Sávio. Não deu certo. Depois de uma fase não tão brilhante, o presidente Kleber Leite decidiu negociá-lo. Bebeto voltou para a Espanha para defender o Sevilha.

Alguns meses depois, o Vitória da Bahia contrata o atacante, que ajudou o clube na conquista do Campeonato Baiano. Em seguida, Bebeto joga no Botafogo, Kashima Antlers e Toros Neza, voltando ao Vitória, em 2000. Em 2001 e 2002, teve mais duas passagens pelo Vasco. Sua volta só foi possível com a ajuda de Romário, seu companheiro do tetracampeonato mundial do Brasil. O Baixinho teve de convencer Eurico Miranda a desistir de uma promessa que havia feito: de que o jogador não voltaria a São Januário após ter vestido a camisa do Flamengo, em 1996, quando voltou do Deportivo. O objetivo do atacante nesse retorno ao time que defendeu entre 1989 e 1992 era encerrar a carreira de uma forma digna, jogando por um grande time, o que acabou não acontecendo.
Ainda em 2002, atraído pelos dólares árabes, Bebeto aceitou convite do Al-Ittihad, onde teve problemas para receber os salários.

A última experiência como jogador aconteceu em outubro de 2003. Foi num amistoso com o Flamengo de Guarulhos, no Líbano. No final do ano, Bebeto participou de evento organizado pelo lateral Roberto Carlos, do Real Madri e da Seleção Brasileira, contra a fome.

Hoje, Bebeto trabalha como empresário e procurador de alguns jogadores, além de ajudar crianças carentes num trabalho social ao lado de Jorginho, ex-lateral da Seleção Brasileira.

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